Retrato da estação (Kyoto, hemisfério norte, maio): este é o auge da folhagem nova, o shinryoku, quando as montanhas que cercam a cidade ficam de um verde luminoso. A temperatura média fica em torno de 18 a 19 °C, com dias que passam dos 20 °C e às vezes dos 25 °C, manhãs e noites frescas e alguns dias de chuva antes da temporada de chuvas de junho. Traduzindo em prática: camadas leves, um bloco indoor para o meio da tarde e um guarda-chuva dobrável sempre na mochila.
Shijo-Kawaramachi é o cruzamento onde a Kyoto moderna e a antiga se cumprimentam: a poucos minutos a pé estão o Mercado Nishiki, a rua Pontocho, o rio Kamo e, do outro lado da ponte, o bairro de Gion. Instalar-se aqui significa acordar e simplesmente caminhar, sem depender de ônibus para o jantar ou para o primeiro café da manhã. Para um casal que quer equilibrar templos, jardins e gastronomia em ritmo moderado, é a base mais eficiente da cidade.
As alternativas também têm charme: a área da Estação de Kyoto é a mais prática para quem chega e parte de trem, com hotéis de bom custo e ótimo acesso às linhas de metrô e JR; já Higashiyama-Gion é a escolha romântica, entre ruas de pedra e pousadas em casas machiya, mais silenciosa à noite e um pouco mais cara. Em qualquer caso, prefira ficar a menos de dez minutos de uma estação de metrô ou da linha Keihan.
Faça o check-in, deixe as malas e guarde dez minutos para reconhecer o quarteirão do hotel: é ali que você vai encontrar a padaria de bairro, a loja de conservas e a lavanderia que vão salvar o seu terceiro dia de viagem.
Notas
Hotéis de rede japoneses e pousadas em machiya ficam na faixa intermediária de preço; quartos duplos em Kyoto são pequenos, então confira a metragem antes de reservar. Se quiser um banho de imersão privativo, procure ryokans com ofuro — a experiência é mais intimista do que num onsen público. Quem chega com muita bagagem pode pedir o envio das malas da estação direto para o hotel e viajar leve no primeiro dia.