A Catedral de Sevilla é o maior templo gótico do mundo e foi construída entre 1401 e 1506 sobre a mesquita almôada que existia aqui — decisão que ficou registrada numa frase célebre dos cônegos: façamos uma igreja tão grande que quem a vir nos tome por loucos. Da mesquita sobreviveram o Patio de los Naranjos, com a fonte das abluções no centro, a Puerta del Perdón, de arco mudéjar, e a própria Giralda, que durante séculos foi o minarete e hoje é o campanário.
Lá dentro, cinco naves se estendem até o Retablo Mayor, o maior do gênero, com dezenas de cenas esculpidas e folheadas a ouro. Passem pela Capilla Real, com os túmulos reais, e pelo monumento funerário de Cristóvão Colombo, apoiado sobre quatro figuras que representam os reinos de Castela, Leão, Aragão e Navarra — uma peça que ainda hoje alimenta discussões sobre onde estão, de fato, os restos do navegador.
A subida à Giralda é o ponto alto: 104 metros de torre, iniciada pelos almôadas no século XII e coroada, já no Renascimento, pelo campanário e pelo Giraldillo, a estátua de bronze que dá nome ao conjunto. O detalhe mais bonito é a própria subida: em vez de escadas, a torre tem rampas largas, pensadas para que se pudesse subir a cavalo. Lá do alto, Sevilha é um mar de telhados brancos, pátios escondidos e a linha larga do Guadalquivir.
Notas
Reservem com horário no site oficial e cheguem de 15 a 20 minutos antes: a entrada é por horário e a fila de quem não reserva é longa. Subam à Giralda no primeiro horário da manhã, quando há menos gente e a luz ainda é suave; a subida é por rampas, mas os últimos metros são estreitos. Esta é a única visita com hora marcada do dia e a última do roteiro — fiquem alguns minutos no Patio de los Naranjos, à sombra das laranjeiras, antes de sair para o almoço.