Este é o quarteirão que mantém Florença viva depois que os ônibus de excursão vão embora. No Oltrarno, ourives, restauradores, encadernadores, mosaicistas, entalhadores de madeira e artesãos do couro continuam trabalhando em oficinas que atravessam gerações, com métodos e um espírito que mudaram pouco ao longo dos séculos — é essa a fama justa do bairro, e é por isso que reservamos a sua última manhã aqui.
Comece pela Via Maggio, a rua dos antiquários, e desça até a Piazza Santo Spirito, onde o mercado da manhã ainda monta bancas de roupa e comida. A Basílica de Santo Spirito, de Brunelleschi, é sóbria por fora e luminosa por dentro, com a sua nave de colunas em pedra cinza, mas às quartas-feiras fica fechada para visitas: hoje, aprecie a fachada e a praça. Depois caminhe por Borgo San Frediano e Via dei Serragli olhando as vitrines das oficinas: placas discretas, cheiro de verniz e de couro, gente trabalhando de verdade, sem palco para turista.
Para quem ama o Renascimento, há um extra a poucos minutos: a Capela Brancacci, na igreja de Santa Maria del Carmine, com os afrescos de Masaccio considerados obras fundadoras da arte do Quattrocento. A visita é organizada em blocos com horário reservado e número limitado de pessoas, então, se quiser encaixá-la, garanta o ingresso com antecedência e conte quarenta minutos entre chegar, ver e sair.