Fundada no fim de 1066, logo depois da conquista normanda, a Torre nasceu como afirmação de poder sobre uma cidade que já era a maior da Inglaterra. Naquele momento, Westminster — com a Abadia e o palácio fundados por Eduardo, o Confessor — havia se estabelecido como centro de governo, e o porto próspero do Tâmisa era decisivo para os normandos consolidarem o controle do assentamento. Ao longo dos séculos, o complexo foi depósito de armas, tesouraria real, sede da Casa da Moeda, arquivo público e até menagerie, com leões e ursos exóticos oferecidos como presente entre reis europeus.
Hoje o roteiro essencial é claro: as Joias da Coroa na Jewel House, com coroas, cetros e o diamante Cullinan; a White Tower de Guilherme, o Conquistador, que guarda a coleção de armaduras reais; e o Palácio Medieval, onde os monarcas viviam antes de se mudarem para Westminster. Reservem tempo para a caminhada pelas muralhas, que abre vistas do Tâmisa e do Shard, e para os corvos — a lenda diz que o reino cai se eles abandonarem a Torre, e há uma equipe dedicada a cuidar deles.
Contem com três horas. Pelos pátios passaram Ana Bolena e Catarina Howard antes de serem executadas, e os príncipes na Torre, Eduardo V e seu irmão, desapareceram aqui em 1483 — um dos mistérios mais famosos da história inglesa. A visita guiada com os Yeoman Warders, os guardas conhecidos como Beefeaters, é gratuita com o ingresso e é a melhor aula de história que vocês vão ouvir nos três dias.
Notas
Vão primeiro às Joias da Coroa, que concentram a maior fila; depois subam a White Tower. O complexo é grande e aberto, então tênis confortável, camada extra e garrafa de água fazem diferença. Acompanhar uma das visitas guiadas dos Yeoman Warders logo na chegada orienta todo o resto.