O que ver em Paris em 3 dias: roteiro dia a dia

Resposta rápida. No primeiro dia, Notre-Dame, a ponta da Île de la Cité e o Bairro Latino com Saint-Séverin e a Rue Mouffetard. No segundo, a Sainte-Chapelle logo cedo, o Marais com a Place des Vosges e, à tarde, Montmartre, o Sacré-Cœur e a Place du Tertre. No terceiro, a Torre Eiffel vista do Trocadéro, o Champ de Mars, almoço na torre e a Pont de Bir-Hakeim.

  • Datas do roteiro: 15 – 17 de abril
  • 3 dias
  • 18 paradas
  • 8 guias de áudio no percurso
Ver o plano dia a dia

A Mappu planejou este roteiro em torno das datas dele: clima, pôr do sol e dias de funcionamento. Abre o planejador com o destino e a duração já preenchidos; você escolhe as datas, o ritmo e os interesses. Para gerar o plano completo, precisa de uma conta gratuita.

O que você vai ver em cada dia

Cada dia em poucas linhas. As paradas com guia de áudio Mappu têm link direto para ele, para você ouvir no local ou antes de ir.

  1. Dia 1 · Dia 1 · Chegada a Paris, a Île de la Cité e o primeiro jantar no Quartier Latin

    Chegada e check-in no Marais, Notre-Dame, fim de tarde no Square du Vert-Galant e o Bairro Latino ao anoitecer, com jantar na Rue Mouffetard.

  2. Dia 2 · Dia 2 · Sainte-Chapelle, o Marais pela manhã e a colina de Montmartre

    Sainte-Chapelle logo cedo, caminhada pelo Marais com almoço na Rue de Bretagne e, à tarde, Montmartre, o Sacré-Cœur e a Place du Tertre.

  3. Dia 3 · Dia 3 · A Dama de Ferro pela manhã e a despedida de Paris

    A Torre Eiffel vista do Trocadéro, o Champ de Mars, almoço na Madame Brasserie e passeio até a Pont de Bir-Hakeim antes do aeroporto.

O roteiro completo, com mapa e notas de viagem

Cada parada com suas notas, o percurso no mapa e dicas de transporte, orçamento e bagagem.

Roteiro de 3 dias em Paris
Notre-Dame, Sainte-Chapelle, Bairro Latino, Montmartre, Sacré-Cœur e Torre Eiffel

Planejado com Mappu

Paris — Ilha Gótica, Marais e a Colina dos Artistas

✈️

Voo

Roissy → Paris

abr 15 | quinta

Dia 1 · Chegada a Paris, a Île de la Cité e o primeiro jantar no Quartier Latin
Aterrissagem em Paris: os dois aeroportos e a entrada na cidade
Antes de qualquer croissant, é preciso chegar — e Paris recebe por dois grandes portões aéreos. O Charles de Gaulle (CDG), em Roissy, fica ao norte da cidade; o Orly (ORY) fica ao sul. Como o ponto de partida de vocês ainda não está definido, vale conferir qual aeroporto o voo escolhido usa antes de fechar o trajeto até o hotel: a diferença de tempo entre os dois é real e pode significar uma hora a mais ou a menos de sono na primeira noite. Quem chega de trem entra pela Gare du Nord ou pela Gare de Lyon, ambas já dentro do perímetro central — uma vantagem enorme para quem quer começar a andar a pé em poucos minutos. Sobre o dinheiro do transporte: desde 2025, as viagens de trem e metrô de e para os aeroportos têm um bilhete próprio, mais caro que o bilhete comum de metrô, trem e RER, e ônibus e bondes usam outro bilhete. O cartão Navigo Easy pode ser carregado com esses ingressos ou com passes. Valores e regras de validade mudam com o tempo, então confirmem no guichê ou no aplicativo no momento de carregar o cartão.

Notas

Dica de quem já fez esse caminho: comprem o Navigo Easy em qualquer estação de metrô, em tabacarias autorizadas ou pelo aplicativo no celular — deixar para comprar depois das catracas costuma custar fila. Viagens de RER exigem validar a entrada e guardar o cartão até a saída, porque há catracas nos dois lados. Como o horário de chegada ainda é uma incógnita, tratem este bloco como flexível: nada de ingressos com hora marcada hoje.
Da Gare du Nord ao hotel, no coração do Marais
30

minutos

Da Gare du Nord até um hotel no Marais o trajeto é curto: algo em torno de 25 a 30 minutos entre chegar à plataforma, fazer uma ou duas baldeações e caminhar o trecho final com as malas. É um deslocamento urbano, com quilometragem estável, e por isso a estimativa é confortável — o que varia é apenas o trânsito, caso optem por táxi. De metrô, as ligações que atravessam o centro deixam vocês a poucos minutos da Rue de Rivoli e da Rue Saint-Antoine, já no 4º arrondissement. Levem a primeira hora com calma: comprem o cartão de transporte, localizem-se pelo mapa da estação (as saídas indicam o nome da rua) e aceitem que a cidade vai parecer maior do que é. Em quinze minutos a pé do hotel vocês já estão na Île de la Cité — essa é a medida que vai guiar os três dias e explicar por que a base escolhida funciona tão bem.

Notas

Com malas grandes, a escada é o inimigo: procurem as saídas com elevador ou escada rolante indicadas no mapa. E se a chegada for de manhã, resistam à tentação de dormir — um passeio curto ao ar livre é o melhor remédio contra o fuso.
Check-in no Marais: a base perfeita para três dias góticos
15:00
60

minutos

O Marais é a melhor base possível para este roteiro, e não por acaso: fica a cerca de quinze minutos a pé da Île de la Cité, tem o Quartier Latin do outro lado da ponte e oferece ligações de metrô que levam direto a Montmartre e ao Trocadéro sem obrigar ninguém a atravessar a cidade duas vezes no mesmo dia. É essa peça de geografia que faz o pedido de vocês — gótico, mirantes e caminhadas de bairro, sem vaivém — funcionar na prática. Há duas zonas prioritárias dentro dessa escolha. A primeira é o eixo Rue de Rivoli / Rue Saint-Antoine, entre a Place de la Bastille e o Hôtel de Ville: ruas largas, hotéis de porte médio e muitos cafés. A segunda é o coração histórico em torno da Rue des Rosiers e da Place des Vosges, mais silencioso à noite e cheio de pátios escondidos. Se preferirem dormir olhando a catedral, a Île de la Cité e o lado do Quartier Latin junto ao Sena funcionam como alternativas, apenas mais caras em abril, mês de procura crescente em Paris. Deixem as malas, tomem um banho e saiam: o melhor antídoto para o cansaço da viagem é a primeira caminhada.

Notas

Hotéis de porte médio no Marais costumam fazer check-in a partir das 15h; se chegarem antes, quase todos guardam a bagagem sem cobrar. Se a chegada real atrasar, empurrem este bloco sem drama — o fim da tarde de abril é longo e, às quintas-feiras, a Notre-Dame costuma ficar aberta até mais tarde.
Notre-Dame de Paris: a catedral que renasceu
16:30
75

minutos

Comecem pelo coração de pedra de Paris. A construção da Notre-Dame começou em 1163 e levou quase dois séculos para chegar ao formato que reconhecemos; ela é a catedral do povo de Paris, o contraponto exato da capela privada do rei que vocês visitarão amanhã — duas obras-primas góticas erguidas com um século de distância na mesma ilha, contando histórias complementares. Depois do incêndio de 2019 e de anos de obras, a catedral reabriu em dezembro de 2024 e devolveu à cidade um interior de pedra clara e vitrais limpos, com sensação quase de estreia. Entrem pela fachada oeste e reparem na sequência de portais esculpidos, na rosácea central e na assimetria das duas torres. Lá dentro, o silêncio é regra e o fluxo segue por um corredor definido — caminhem devagar, sentem-se num banco por alguns minutos e deixem o olho subir até as abóbadas. Lá fora, no parvis, procurem a placa de bronze do Point Zéro: é dali que se mede a distância de todas as estradas francesas, um detalhe que faz a catedral parecer o marco zero do país.

Notas

A entrada é gratuita e o acesso é organizado por controle de fluxo, com filas que costumam andar rápido; o fim da tarde tende a ser mais tranquilo que a metade da manhã. Guardem a única entrada com horário marcado do dia para a Sainte-Chapelle, amanhã, e mantenham a Notre-Dame no ritmo livre. Ombros cobertos e voz baixa são bem-vindos em qualquer igreja parisiense.
Square du Vert-Galant e Pont Neuf: o nariz de pedra de Paris
18:00
45

minutos

Poucos lugares em Paris entregam tanto por tão pouco. O Square du Vert-Galant ocupa a proa da Île de la Cité, o ponto onde a ilha termina em bico e o Sena se divide em dois braços — um jardim baixo, de salgueiros, que fica literalmente abaixo do nível da rua. O nome vem de Henri IV, apelidado de Vert-Galant, e a estátua equestre dele domina a Pont Neuf ali ao lado: a ponte mais antiga de Paris, inaugurada no começo do século XVII, ainda hoje a mais elegante da cidade. Este é um mirante clássico no sentido mais literal: de frente para o rio, com os barcos passando, as fachadas claras do Louvre à direita e a Pont des Arts um pouco adiante. Ao cair da tarde de abril a luz fica dourada e rasa, e a cidade parece parar — um momento romântico que não exige ingresso, reserva nem pressa. Fiquem pelo menos meia hora, sentem-se no parapeito de pedra e deixem o primeiro dia aterrissar.

Notas

É o melhor lugar da ilha para um beijo com vista e para fotos sem multidão. Levem uma camada extra: no fim da tarde, o vento que sobe do rio esfria mais do que a temperatura sugere. Se o cansaço apertar, este é o ponto onde vale sentar e simplesmente ficar.
Quartier Latin ao anoitecer: Sorbonne, livrarias e o gótico de Saint-Séverin
19:00
45

minutos

Cruzem a ponte Saint-Michel ou o Petit Pont e vocês estarão no Quartier Latin, o bairro universitário de Paris desde a Idade Média. A Sorbonne, as livrarias, os cafés onde se discute política e as ruas estreitas de estudantes formam o cenário clássico — e ele continua vivo no fim da tarde, quando as salas de aula se esvaziam e as luzes das vitrines acendem. É uma caminhada de vizinhança, exatamente o tipo de passeio que vocês pediram: sem ingresso, sem fila, só rua. Passem pela Rue de la Huchette e pela Rue de la Parcheminerie até a igreja de Saint-Séverin, uma das joias góticas do bairro. O estilo é flamejante, mais tardio e mais ornamentado que o da Notre-Dame, e por dentro uma coluna em espiral que sustenta a abóbada do deambulatório virou lenda entre arquitetos. Se o portão ainda estiver aberto quando passarem, entrem rápido; se já tiver fechado, a fachada iluminada e o adro estreito justificam o desvio, e o interior fica como motivo para voltar com mais luz do dia.

Notas

A caminhada da ilha até o bairro é curta e plana — dá para fazer tudo a pé, sem metrô. Se os horários de visita da igreja não coincidirem, fiquem tranquilos: o roteiro passa por três outras igrejas góticas ou de colina nos próximos dias. Ao voltar para o hotel no Marais, são cerca de vinte minutos a pé pela beira do rio, um encerramento bonito para o primeiro dia.

Restaurante sugerido

Bistrô francês tradicional

$

A Rue Mouffetard desce do alto do Quartier Latin em direção à igreja de Saint-Médard num dos trechos mais gostosos de caminhar em Paris: bancas de queijo, padarias com baguete quente saindo do forno, peixarias e uma fileira de bistrôs pequenos com menu escrito à mão na porta. À noite a rua continua viva, só mais devagar, e é aí que começa a parte boa — mesa, conversa e cozinha honesta. Peçam o clássico: sopa de cebola gratinada, confit de canard com batatas ou um steak frites, sempre com vinho da casa. Com uma entrada para dividir, um prato principal cada e uma taça de vinho, a conta encaixa bem em um orçamento médio. É o jantar certo para o primeiro dia porque fica a poucos minutos do passeio pela Île de la Cité, não exige nenhum deslocamento extra e apresenta a comida francesa pela porta da frente do cotidiano, sem vitrine para turista.
Abril em Paris é primavera temperada: dias claros podem passar dos 17 °C, mas manhãs e noites caem para a casa dos 8 °C e chuvas finas aparecem sem aviso. Levem uma camada impermeável leve, um guarda-chuva compacto e sapatos já amaciados — o chão de pedra da Île de la Cité e os degraus de Montmartre cobram o preço de calçado novo. O sol se põe por volta das 20h45 em meados de abril, então o fim de tarde é longo e generoso para mirantes. Como o horário de chegada é uma incógnita, mantenham o dia elástico: se o voo atrasar, encolham o plano sem culpa — Notre-Dame e um jantar curto no próprio Marais bastam para o primeiro impacto, e o Quartier Latin pode entrar numa outra noite. Não comprem ingressos com hora marcada para o dia da chegada, mantenham o cartão de transporte no bolso de fácil acesso e evitem deixar a bagagem longe do corpo no metrô.

abr 16 | sexta

Dia 2 · Sainte-Chapelle, o Marais pela manhã e a colina de Montmartre
Sainte-Chapelle: 1.100 cenas de vitral para um rei
09:00
75

minutos

A Sainte-Chapelle é o argumento definitivo a favor de acordar cedo. Construída em meados do século XIII por ordem de Luís IX — o futuro São Luís — para guardar relíquias da Paixão, ela nasceu como capela privada do rei, com acesso direto pelo palácio. Enquanto a Notre-Dame é a catedral de toda a gente, esta é a joia particular da coroa: duas obras-primas do gótico francês respondendo uma à outra a poucas centenas de metros na mesma ilha, uma como catedral do povo, a outra como capela do rei. O que se vê lá dentro é difícil de descrever sem exagero. A capela superior é praticamente uma parede de vidro: cerca de 1.100 cenas do século XIII em vitrais que ocupam quase toda a superfície das paredes, sustentadas por colunas finíssimas pintadas de vermelho, azul e dourado. Vão cedo, no primeiro horário, quando a luz da manhã atravessa o vitral leste e quase ninguém está lá dentro. Se preferirem contexto narrado, existem visitas guiadas em pequenos grupos que combinam as duas igrejas góticas da ilha; mas, com tempo curto e orçamento médio, os próprios guias aconselham começar por esta, que é a experiência mais singular das duas.

Notas

Esta é a única entrada com horário marcado do dia, respeitando a regra de vocês. Reservem o primeiro horário da manhã pela internet e cheguem uns 20 minutos antes: há controle de segurança na entrada do Palácio da Justiça, com fila própria. Subam primeiro para a capela superior — é lá que está o espetáculo — e só depois desçam para a inferior, de teto pintado em azul e flores-de-lis.
Caminhada pelo Marais: Place des Vosges e Rue des Rosiers
11:00
90

minutos

Da ilha até o Marais são cerca de vinte minutos a pé, atravessando a Rue de Rivoli — e a mudança de atmosfera é imediata. O bairro é conhecido por ter sido o quarteirão judeu de Paris e por uma atmosfera boêmia que nunca o abandonou: ruas estreitas, pátios de mansões do século XVII e uma convivência de comunidades que faz dele o bairro mais vivo da margem direita. É o passeio de vizinhança perfeito para vocês, porque tudo se faz a pé, sem ingresso e sem fila. Comecem pela Place des Vosges, a praça mais antiga de Paris — um quadrado de arcadas simétricas, tijolo vermelho e telhados de ardósia, construída no início do século XVII. Victor Hugo viveu no número 6, e a casa dele hoje é um museu de entrada gratuita. De lá, desçam pela Rue des Rosiers, onde padarias, mercearias e bancas de falafel se alinham ombro a ombro. Reparem nos detalhes: nas aldravas de bronze, nas sinagogas discretas, nas placas em hebraico ao lado de vitrines de designers. Esta manhã não pede pressa, pede olhar. Para o almoço, sigam até a Rue de Bretagne, com padarias, queijarias e cafés a uns dez minutos a pé da Place des Vosges.

Notas

Os museus do Marais, como o Carnavalet e o Picasso, seriam uma segunda entrada com horário marcado no mesmo dia — e a regra de vocês é clara, então fica o convite para a próxima viagem. Se chover forte, o bairro continua funcionando: as arcadas da Place des Vosges e as galerias cobertas servem de abrigo.
Subida a Montmartre pela estação Abbesses
14:15
30

minutos

Hoje há uma única travessia: do centro-leste para o norte. É exatamente o tipo de deslocamento que evita o vai e vem que vocês pediram para não fazer — o dia desenha um arco só, da ilha para o Marais e de lá para a colina. A estação Abbesses desembarca vocês já dentro de Montmartre, e a saída é uma das últimas entradas em estilo art nouveau desenhadas por Hector Guimard no começo do século XX; vale parar e fotografar antes de subir. De lá, ou se encara a Rue Foyatier, com seus degraus largos e a vista crescendo a cada lance, ou se pega o funicular que sobe a encosta em poucos minutos. Escolham a escada se o tempo estiver firme: a subida é curta e a recompensa visual começa antes mesmo de chegar ao topo. Com chuva, o funicular resolve sem drama e vocês chegam secos ao parvis.

Notas

Contem cerca de meia hora entre sair do Marais e estar na colina, incluindo a caminhada até a estação e a subida. Comprem água antes de embarcar: lá em cima, tudo é mais caro. No fim do dia, a descida pode ser feita a pé pela Rue Lepic, que é longa mas agradável e desce entre cafés e padarias.
Basílica do Sacré-Cœur e o mirante do domo
15:00
150

minutos

A Basílica do Sacré-Cœur domina a cidade do alto de Montmartre, no 18º arrondissement, e é uma obra do fim do século XIX, projeto do arquiteto Paul Abadie, com pedra clara que ganha um branco ainda mais luminoso com o tempo. Vale um aviso de historiador: apesar do ar medieval, ela não é gótica, mas de inspiração romano-bizantina, com cúpulas e mosaicos. Para quem ama igrejas góticas como vocês, o contraste tem graça — depois de Notre-Dame e Sainte-Chapelle, esta é a Paris do século XIX respondendo à Idade Média. O passeio completo tem três etapas e merece um turno inteiro: os jardins, o interior da igreja e o mirante do domo. A cúpula, no alto da colina, é o ponto mais alto da visita, com a cidade inteira aberta abaixo. O acesso ao domo é pago e tem entrada própria, separada da entrada gratuita da igreja.

Notas

Se o mirante do domo é prioridade — e para vocês, que gostam de mirantes clássicos, deveria ser — resolvam o ingresso primeiro e só depois visitem o interior. A subida é feita por escada em caracol, estreita e longa, sem elevador. Mesmo em abril, o vento no alto da colina é frio: uma camada extra na mochila vale mais que qualquer foto.
Place du Tertre e as vielas dos pintores de Montmartre
17:45
60

minutos

A Place du Tertre é a praça dos pintores e, apesar da fama turística, continua funcionando: cavaletes, retratistas, gente pintando ao vivo e um cheiro constante de tinta e café. A praça ocupa o coração da antiga vila de Montmartre, e é ali que a história do bairro fica mais palpável — por estas ruas passaram Renoir, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Degas, Picasso e Modigliani, atraídos pelos aluguéis baratos e por uma vida noturna que transformou a colina na capital artística da Europa no início do século XX. Circulem sem roteiro: subam a Rue Lepic até o Moulin de la Galette, o moinho que aparece em telas de Renoir e Van Gogh, passem pela Rue de l'Abreuvoir e pela pequena e rosada La Maison Rose, e parem onde a rua terminar em vista. Esta é a caminhada de vizinhança que vocês pediram, no bairro mais fotogênico de Paris — e, naquele fim de tarde, com luz baixa e pouca gente nas vielas, o efeito é quase de vila à parte da cidade.

Notas

Se quiserem um retrato desenhado na praça, combinem preço e prazo antes de sentar — o valor varia muito entre artistas. As vielas em volta são de paralelepípedo irregular, então calçado firme é obrigatório. Subam até a Rue du Mont-Cenis ou desçam até a Rue des Saules para ver o contraste entre o burburinho da praça e o silêncio das casas.

Restaurante sugerido

Bistrô e crêperie francesas

$

A Rue des Abbesses é onde Montmartre janta: uma sequência de bistrôs pequenos, creperias, bares de vinho e padarias que atende moradores, não apenas visitantes. O pedido certeiro aqui é simples — uma galette de trigo-sarraceno com queijo e presunto, um prato de confit de canard, um steak au poivre com batata frita e, para terminar, uma crêpe de açúcar com limão dobrada no papel, comida a pé na descida da rua. Com uma garrafa de vinho da casa, um jantar completo para dois encaixa bem no orçamento médio. Cheguem antes das 20h para garantir mesa na varanda, e não procurem estrela Michelin: a graça da cozinha de Montmartre é ser caseira, feita com manteiga e sem pressa.
Duas entradas com horário marcado no mesmo dia estão fora de questão — e hoje vocês não precisam delas: a Sainte-Chapelle é a única, no primeiro horário da manhã, e todo o resto do dia corre ao sabor das ruas. O desenho do dia também respeita o outro pedido de vocês: o percurso faz um arco só, da ilha para o Marais e do Marais para o norte, sem voltar ao ponto de partida. Calçado confortável é obrigatório, porque Montmartre é ladeira, escada e paralelepípedo, e a subida ao domo é feita por escada em caracol. Levem água e uma capa de chuva leve na mochila; se o tempo virar, o plano B está sempre a poucos passos — o interior da basílica, as galerias do Marais ou um café em Abbesses. Em abril a luz do fim de tarde é longa e dourada, e as vistas do alto da colina nesse horário são um dos grandes momentos gratuitos de Paris.

abr 17 | sábado

Dia 3 · A Dama de Ferro pela manhã e a despedida de Paris
Rumo ao Trocadéro: a chegada mais cinematográfica à Torre Eiffel
08:45
30

minutos

Hoje é o dia da Dama de Ferro, e há uma forma certa de chegar até ela. A estação Trocadéro é a entrada mais cinematográfica: você sobe à superfície e a torre já está lá, inteira, enquadrada pela esplanada — é a chegada mais bonita e a mais frontal de todas, e por isso mesmo a mais fotografada. Como o hotel fica no Marais, este é o único deslocamento longo do dia: vocês vão para o oeste e não voltam mais para o leste antes de seguir para o aeroporto, fechando a viagem sem cruzar a cidade duas vezes. Saiam cedo. Às 8h45 as ruas do 16º arrondissement ainda estão calmas, o comércio abre devagar e a luz da manhã é a mais limpa do dia para fotografar o ferro contra o céu.

Notas

Chegando pelo metrô, sigam as placas da esplanada em vez de sair direto na avenida: a primeira vista da torre acontece no alto da escada. Levem as malas resolvidas antes de sair do hotel, ou deixem-nas na recepção e voltem só para buscá-las no meio da tarde.
Esplanada do Trocadéro: o retrato clássico de Paris
09:15
45

minutos

A Esplanade du Trocadéro é o mirante clássico por excelência: o terraço mais famoso para fotografar a Torre Eiffel inteira, de frente, com os jardins descendo até o rio. No fim da tarde, a luz rasante dá à estrutura de ferro um tom de cobre; de manhã cedo, com o sol atrás da torre, o recorte contra o céu é o mais limpo do dia — e por isso vale chegar cedo, como está no plano de hoje. Levem alguns minutos só para ficar parados: a torre muda de humor conforme o céu, e vê-la inteira, de longe, é a forma mais bonita de começar o último dia. A esplanada também é o melhor ponto para entender a escala da cidade: do terraço se enxerga o Sena, o Champ de Mars de frente para a torre e, em dia claro, as cúpulas e telhados do oeste parisiense. Se quiserem a foto a dois com a torre ao fundo, este é o lugar, e às 9h da manhã a disputa pelo canto da mureta é bem menor do que ao anoitecer.

Notas

Desçam pelas escadas laterais até os jardins do Trocadéro em vez de voltar à avenida: o caminho desemboca na Pont d'Iéna e economiza uma volta inteira. Se a manhã estiver encoberta, esperem alguns minutos — o céu de abril abre rápido e a torre aparece entre nuvens com um efeito quase teatral.
Champ de Mars e a Torre Eiffel vista da base
10:15
90

minutos

Desçam pela esplanada, cruzem o rio pela Pont d'Iéna e vocês estão no Champ de Mars, o grande gramado aos pés da torre. A Torre Eiffel foi erguida para a Exposição Universal de 1889, projeto do engenheiro Gustave Eiffel, e boa parte dos parisienses da época a considerou um escândalo de ferro no meio da cidade; hoje é o símbolo que os próprios franceses escolheram. Andem em volta da base, observem os rebites e a treliça de perto e olhem para cima pelo vão central: é o ângulo que mostra como a estrutura é, de fato, feita de ar. Subir à torre exige ingresso com hora marcada, e como a regra de vocês é uma entrada cronometrada por dia — e a de hoje é o almoço no primeiro andar —, o programa da manhã fica no exterior, que francamente é o que melhor se aproveita com pouco tempo. O gramado ainda guarda o frescor da manhã de abril, as árvores estão brotando e é um lugar perfeito para caminhar devagar, sem pressa, antes do almoço.

Notas

Se quiserem sentar, há bancos nas laterais do gramado, menos cheios do que o eixo central. Evitem vendedores ambulantes de lembrancinhas na base: os preços são altos e a mesma coisa aparece por menos nas lojas do bairro.

Restaurante sugerido

Brasserie francesa clássica

$$

Se há um almoço que combina com um dia de Torre Eiffel, é o do primeiro andar: a Madame Brasserie ocupa o 1º piso da torre e serve clássicos franceses num formato mais casual, com vista para o Sena e para o Trocadéro. Reservem com antecedência — e aqui vai um detalhe que pouca gente conhece: a reserva na Madame Brasserie costuma incluir a subida de elevador ao 1º andar, sem ingresso separado, mas não o acesso ao topo. Para vocês, é a forma mais elegante de subir na torre sem transformar o dia num compromisso de horário fixo. Se quiserem o grande gesto gastronômico da viagem, o Le Jules Verne, no 2º piso, é o restaurante de chef estrelado Michelin — reserva obrigatória e preços bem salgados, acima do orçamento médio. Na brasserie, os preços ficam acima de um bistrô comum, então confiram o menu ao reservar.
Pont de Bir-Hakeim e o passeio pela margem do Sena
14:00
60

minutos

Depois do almoço, caminhem pela margem no sentido da Pont de Bir-Hakeim, um trecho curto a partir da torre acompanhando o rio. A ponte, com seus dois níveis e as colunas de ferro, é uma das mais fotografadas de Paris e já serviu de cenário para filmes e clipes; do tabuleiro superior a torre aparece alinhada no eixo, numa composição bem diferente das fotos frontais do Trocadéro. Embaixo, a Île aux Cygnes oferece uma passarela arborizada no meio do rio, com uma réplica menor da Estátua da Liberdade numa das pontas. É o começo de tarde perfeito para desacelerar antes da logística do aeroporto: banco de pedra, água correndo, luz de abril e nenhuma obrigação. Levem o tempo que der, mas mantenham a caminhada curta — o retorno ao hotel ainda está por vir, e as malas esperam.

Notas

A caminhada da torre até a ponte é plana e curta; quem estiver com pouco tempo pode ir de metrô até Bir-Hakeim e descer a pé até a beira do rio. A passarela da Île aux Cygnes é um bom lugar para as últimas fotos da viagem com a torre ao fundo.
Retorno ao Marais para buscar a bagagem
15:15
45

minutos

Voltem ao Marais para recolher as malas no hotel, ou guardem-nas na recepção desde a manhã — quase todos os hotéis de porte médio oferecem esse serviço sem cobrar e ele libera o dia inteiro. Reservem cerca de 45 minutos entre o deslocamento, a arrumação final e uma última passada de olho no quarto. É aqui que a viagem começa a terminar, e vale fazer sem correria. Se o tempo permitir, este é o momento de uma última volta: a Place des Vosges fica a poucos minutos a pé da maioria dos hotéis do bairro, e um café na Rue de Rivoli é um encerramento discreto e agradável antes de pegar as malas.

Notas

Confirme na recepção o horário limite de check-out e se a bagagem pode ficar guardada até o fim do dia. Deixem à mão apenas o que precisa ir na cabine: documentos, remédios, carregador e uma camada de roupa.
Despedida: transfer para o aeroporto
O horário de saída depende do voo de volta, então este bloco fica deliberadamente flexível: confiram o terminal, calculem a chegada ao aeroporto com boa antecedência para um voo internacional e reservem margem generosa para o trânsito, porque o fim da tarde é o pior horário nas vias que levam a Roissy. Se o voo sair de Orly, o trajeto é outro e o tempo também muda — vale checar antes de definir a hora de sair do hotel. Sobre as tarifas: as viagens de trem e metrô para os aeroportos têm um bilhete próprio, diferente do bilhete comum. Como tarifas e conexões mudam com o tempo, confirmem o itinerário no aplicativo ou no guichê no próprio dia. Com malas grandes, táxi ou aplicativo de transporte costuma ser a solução mais simples e direta.

Notas

Deixem uma folga real antes do embarque, mesmo que o trajeto pareça curto em um mapa. Vale fotografar o ingresso e o número do portão na saída do hotel — a rede móvel nos terminais nem sempre colabora nos horários de pico.
Guardem pelo menos duas horas de folga antes do embarque, mesmo que o trajeto pareça curto no mapa. Deixar as malas na recepção pela manhã libera o dia inteiro — e, como o Marais está a poucos minutos a pé da Île de la Cité, ainda dá tempo de fechar a viagem com uma última volta pela Place des Vosges ou um café na Rue de Rivoli antes de recolher a bagagem. Sobre o tempo: abril traz chuvas curtas e frequentes, então levem uma capa leve na mochila e não deixem o guarda-chuva no hotel no último dia. Se sobrar energia, a estação Champ de Mars – Tour Eiffel fica a poucos passos do gramado e serve como ponto de referência fácil para se orientar antes de voltar ao centro. Uma nota de honestidade sobre a pesquisa: o roteiro se apoia em informações públicas sobre transporte, basílica, torre e igrejas, mas horários de visita, tarifas e funcionamentos de restaurantes mudam com frequência — vale reconfirmar cada um deles na véspera, especialmente o almoço na torre e o acesso ao domo do Sacré-Cœur.

Desejamos uma aventura absolutamente incrível!

A IA pode falhar. Confirme as informações importantes.

Feito compara os viajantes de todo o mundo
© 2026 Mappu. Todos os direitos reservados.
Gerado
Pipeline de itinerários da Mappu
15 de out. de 2026
Revisado
15 de out. de 2026
Contexto das fontes
Lógica de percurso, dados de locais, contexto do mapa e inteligência de viagem da Mappu.
Antes de viajar
Verifique ingressos, horários, preços e transporte antes de reservar ou viajar.

Faça deste roteiro o seu

Comece com este percurso, monte a sua viagem no mapa e toque em quase qualquer lugar do caminho para ouvir o audioguia.

Passe do roteiro para os guias de áudio do destino

Estas coleções revisadas acrescentam histórias e contexto prático sobre os lugares do percurso, para você explorar cada destino com mais profundidade.

Perguntas frequentes

3 dias são suficientes para conhecer Paris?

Para uma primeira viagem, sim, desde que cada dia fique concentrado numa região: a Île de la Cité e o Bairro Latino, depois o Marais e Montmartre, e por fim a Torre Eiffel. Os grandes museus ficam para outra viagem, mas você não perde o dia atravessando a cidade.

Precisa reservar a Sainte-Chapelle e a Notre-Dame?

A Sainte-Chapelle funciona com ingresso e horário marcado, então vale reservar pela internet. A entrada na Notre-Dame é gratuita; na alta temporada, dá para reservar de graça um horário no site da catedral e evitar boa parte da fila.

Onde ficar em Paris por 3 dias?

O Marais é a base mais prática para este roteiro: a Île de la Cité fica a uns quinze minutos a pé, e o metrô leva você sem complicação a Montmartre e ao Trocadéro. O Bairro Latino e a Île de la Cité são alternativas, um pouco mais caras em abril.

Planeje sua própria viagem para Paris

Comece com este roteiro e escolha o que quer manter ou alterar.

Planeje a viagem no mapa e, na hora de caminhar, ouça o audioguia de quase qualquer lugar.