A história da descoberta desta gruta é tão fascinante quanto as suas estalactites. Embora se acredite que os romanos já conhecessem a área, a sua redescoberta oficial aconteceu no final do século dezoito, quando um pescador local chamado Ferrandino avistou a abertura enquanto trabalhava na costa. O nome é uma homenagem direta a Netuno, o deus romano do mar, que, segundo a lenda local, escolheu este lugar como a sua morada favorita. Do ponto de vista geológico, o que você vê aqui é o resultado de cerca de 2 milhões e meio de anos de erosão e deposição. A água da chuva, ao infiltrar-se nas rochas de calcário, dissolve o carbonato de cálcio e, gota a gota, cria estas colunas monumentais que crescem apenas alguns milímetros por século. Lembre-se que o acesso à gruta depende totalmente das condições do mar; se as águas do Mediterrâneo estiverem muito agitadas, a entrada torna-se inacessível, protegendo este santuário natural das forças externas.