A redescoberta de Palmavera é uma longa história. As primeiras escavações foram dirigidas por Antonio Taramelli em 1904. Ele acabara de trabalhar na necrópole de Anghelu Ruiu e no nuraghe de torre única de Sa Lattara, próximo, reduzido a algumas fiadas de pedra. Para a sua escavação seguinte, queria um nuraghe próximo do mar, que pudesse revelar materiais locais e, talvez, vestígios de importações antigas. Palmavera conquistou-o pela sua posição dominante e, ao mesmo tempo, abrigada, e pela grandiosidade dos seus vestígios. O trabalho não parou aí. Entre 1961 e 1963, uma nova fase de pesquisa decorreu sob a direção de Ercole Contu. A partir de 1976, Alberto Moravetti deu continuidade aos trabalhos, em campanhas com pausas entre elas, até 2006. Graças a este longo esforço, sabemos que o sítio esteve ocupado durante um período muito extenso, desde o Bronze Médio avançado até à Idade do Ferro Inicial. Depois vem o fim. Um incêndio violento levou ao abandono do complexo, provavelmente no final do século VIII antes da era comum. O sítio foi visitado apenas esporadicamente nos séculos III e II antes da era comum. Imagine: o lar de uma comunidade perdido entre chamas e, depois, séculos de silêncio.