Muitas vezes envolto em mistério e mitos, o Harém era, na verdade, uma das partes mais sofisticadas e politicamente importantes do palácio. A palavra Harém vem do árabe e significa lugar proibido ou sagrado, servindo como a residência privada da família do sultão. Com mais de quatrocentas salas, este labirinto de corredores era governado pela Sultana Mãe, a mulher mais poderosa do império, que supervisionava uma hierarquia complexa de concubinas, filhos reais e eunucos. Longe de ser apenas um lugar de lazer, o Harém funcionava como uma escola de elite, onde as mulheres recebiam educação em artes, línguas e etiqueta palaciana. Ao visitar, preste atenção especial aos azulejos de Iznik que decoram os apartamentos da Sultana Mãe e o Salão Imperial; as cores azul e turquesa, junto com os detalhes em ouro e madrepérola, representam o auge do design otomano do século dezesseis e dezessete.