Bem-vindo à Cisterna da Basílica, conhecida pelos habitantes locais como Yerebatan Sarnıcı, ou o Palácio Submerso. Ao descer estes cinquenta e dois degraus de pedra, você estará entrando em um mundo subterrâneo que ancora Istambul há quase mil e quinhentos anos. Encomendado pelo imperador bizantino Justiniano I em quinhentos e trinta e dois d.C., este reservatório do tamanho de uma catedral foi construído para fornecer um suprimento de água confiável ao Grande Palácio de Constantinopla e aos seus habitantes vizinhos [1]. Antes de avançar mais no espaço, olhe para cima e contemple a escala monumental. Este salão estende-se por cerca de cento e quarenta metros de comprimento e setenta metros de largura, um feito de engenharia que outrora continha oitenta mil metros cúbicos de água [1]. Você pode até notar um leve eco no ar — um lembrete do silêncio que este espaço guardou enquanto esteve esquecido por séculos sob as ruas da cidade até sua redescoberta em meados do século dezesseis.