Para entender por que essas pontes importam, imagine a vida em Fredvang antes de 1988. Da vila em Moskenesøya, as pessoas podiam ver a ilha vizinha de Flakstadøya, mas não podiam dirigir até lá. Para uma viagem a uma loja, a uma escola ou a um hospital na ilha vizinha, pescadores e famílias dependiam do mar. As duas pontes mudaram isso. Elas conectam Fredvang e Moskenesøya a Flakstadøya e à rede rodoviária principal de Lofoten, que percorre toda a cadeia de ilhas. Elas se inserem em uma história mais ampla, pois Lofoten é um arquipélago unido por pontes, túneis e rotas de balsa, resultado do esforço da Noruega, que dura décadas, para ligar por estrada comunidades remotas de ilhas e fiordes. Hoje, uma vila pesqueira que antes só era alcançada de barco fica em uma estrada contínua pelas ilhas, e os visitantes podem atravessar os mesmos vãos.