A nossa história começa com Jacques Majorelle, filho de um renomado designer de mobiliário Art Nouveau. Por volta de 1917, ainda jovem pintor em busca de afirmação, foi enviado para Marrocos para convalescer de uma grave condição médica. Passou pouco tempo em Casablanca e depois viajou para Marrakech, e, como muitos artistas da sua geração, apaixonou-se pelas cores vibrantes e pela vida de rua que ali encontrou. Depois de viajar pelo norte de África e pelo Mediterrâneo, decidiu fixar-se em Marrakech para sempre. Durante a sua vida, ganhou reputação como um célebre pintor orientalista. Em 1923, quatro anos depois do seu casamento com Andrée Longueville, comprou um terreno à beira de um palmeiral e construiu uma casa em estilo marroquino. O terreno tornou-se um projeto para toda a vida. O jardim foi criado ao longo de cerca de quarenta anos, e Majorelle concebeu-o como um santuário e um laboratório botânico, plantado com espécimes exóticos de todos os cantos do mundo. Procure os coqueiros, cactos, bananeiras, buganvílias, nenúfares, iuças, jasmins, palmeiras e bambus. Os caminhos sinuosos não seguem regras de estilo rígidas. São obra do olhar de um pintor, e vai notá-lo enquanto caminha.